Coorlece - Cooperativa de Otorrinolaringologia do Estado do Ceará

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Coorlece alerta sobre os riscos da H1N1

 Doença preocupa a população e provoca mortes no Ceará

Médicos da Cooperativa de Otorrinolaringologistas do Estado do Ceará (Coorlece) alertam seus pacientes sobre os riscos do H1N1, vírus que já vitimou milhares de pessoas no Brasil em 2016 e 2009, principalmente. A proliferação se dá pelo contato de secreções oronasais e pelo ar: o vírus entra pelas vias respiratórias ou pela boca e se instala no pulmão, criando complicações respiratórias, como infecções e insuficiência respiratória, podendo levar a óbito. Por isso, é tão importante ter atenção com a saúde otorrinolaringológica para tentar prevenir a doença.


Os sintomas da H1N1 são muito semelhantes aos de uma gripe comum, como tosse, febre, dores no corpo e na garganta. Contudo, de uma maneira geral, são muito mais intensas e podem vir acompanhadas de vômito e diarreia. Outros sintomas também são semelhantes aos da Dengue, doença comum no Ceará sobretudo durante o período chuvoso, como a dor nos olhos e dores musculares muito fortes.


O presidente da Coorlece, Dr. João Paulo Bastos, ressalta a importância de procurar um especialista em otorrinolaringologia para diagnosticar o tipo de gripe. "Como existem semelhanças dos sintomas com a gripe convencional, a procura por um médico é essencial para o diagnóstico e o tratamento correto", afirma.


Dados

O último surto que preocupou a população ocorreu em 2016, quando aproximadamente 1,9 mil pessoas morreram em decorrência da doença, segundo o Ministério da Saúde. A epidemia mais grave foi em 2009, quando 2.060 brasileiros foram à óbito. A gripe sazonal no homem passa a ter como subtipo predominante o H2N2 e, posteriormente, o H3N2. O sorotipo que está causando a pandemia atual foi resultado de uma série de recombinações de materiais genéticos, que ocorreram em em pelo menos três fases distintas.


"O H1N1 possui um alto poder de mutabilidade, contendo o mecanismo genético presente nos seres humanos, nas aves e nos suínos. Por isso, ele é tão difícil de ser eliminado e vem ficando mais forte a cada ano, por possuir três tipos de respostas imunológicas", reforça o Dr. João Paulo.


Cuidados

O médico otorrinolaringologista aponta os principais cuidados que se devem ter para a prevenção da doença: “É importante, ao espirrar ou tossir, lavar as mãos o quanto antes e usar álcool em gel regularmente. Tomar vacina contra a doença também é fundamental. Os grupos de riscos devem ser vacinados primeiro. São eles: idosos, crianças menores de 2 anos, gestantes população indígena aldeada e presidiários”, explica.


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