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Doença do beijo: atenção deve ser redobrada durante o Carnaval

Durante o período carnavalesco, as "paixões-relâmpago" e as paqueras  aumentam o risco de contrair a mononucleose.

Uma doença pouco lembrada, mas que tem um risco muito elevado e que possui mais de dois milhões de casos por ano no Brasil. Esta é a mononucleose, a popular “doença do beijo”. Transmitida através da saliva, ela é, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), componente da família do vírus da herpes, e tem o quadro de infecções elevado justamente neste período do ano, o Carnaval.

Nas festividades, além de curtir a música, confraternizar com os amigos e dançar bastante, a paquera faz parte da diversão carnavalesca. É muito comum que os solteiros troquem beijos, muitas vezes com pessoas, até então, desconhecidas, e esse é o fator que potencializa o número de casos.

Essa doença é transmitida apenas pelo beijo?

O vírus causador da Mononucleose Infecciosa, o Epstein-Barr, é transmitido diretamente através de fluidos, principalmente a saliva. Além dessa forma de transmissão, apesar de ser bem raro, devido o baixo tempo de vida do vírus quando exposto a condições naturais, a doença pode ser transmitida também pela exposição a tosses e espirros, bem como no compartilhamento de talheres e demais objetos do tipo, como copos e colheres e garfos mal lavados.

Como o vírus infecta?

O vírus invade as células que revestem a garganta, principalmente, e o nariz, em alguns casos, afetando os linfócitos B (glóbulos brancos responsáveis pela produção de anticorpos).

Sintomas

A mononucleose provoca sintomas como febre alta, dor e inflamação da garganta, placas esbranquiçadas na garganta e ínguas no pescoço.

Idades de risco

Este vírus pode provocar infecção em qualquer idade, mas é mais comum em adolescentes e adultos.

Tratamento

Embora a mononucleose não tenha um tratamento específico, tem cura e desaparece após uma ou duas semanas. O único tratamento recomendado inclui repouso, ingestão de líquidos e uso de remédios para aliviar os sintomas.

Posso ter a mononucleose mais de uma vez?

Não. Depois de ser contaminado com a mononucleose, o corpo produz anticorpos específicos para se defender da doença.


Quais são as dicas para evitar o problema?

Como a doença é transmitida pelo beijo, a principal dica é evitar beijar pessoas desconhecidas. Para uma melhor prevenção, é preciso higienizar sempre as mãos e também é indicado evitar locais com muita gente e o contato com pessoas com sintomas gripais.

 

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