Coorlece - Cooperativa de Otorrinolaringologia do Estado do Ceará

Notícias

MP3: diversão com Limites

""Nos ônibus, na fila do banco, na rua e nos ambientes de trabalho. A febre dos MP3, MP4, I-Pods e celulares que tocam música, está em todos os lugares. Porém, o som que diverte e faz passar o tempo, também pode trazer malefícios. A potência dos aparelhos portáteis de música pode chegar a 120 decibéis, o equivalente a potência de uma turbina de avião na decolagem ou ainda de uma britadeira em plena ação.

A legislação brasileira, por exemplo, permite que um operário permaneça só sete minutos por dia exposto, sem proteção auricular, a sons acima de 115 decibéis. Vale a pena estar atento ao volume que escutamos nossas músicas nesses aparelhos. O primeiro sinal de problema costuma ser um zumbido no ouvido, ou seja, um ruído contínuo que parece um chiado. Cerca de 25 milhões de brasileiros apresentam este sintoma, mas só 15 por cento procuram ajuda médica. O problema pode ser agravado pelos barulhos do dia-a-dia, como trânsito intenso, construção civil e até mesmo músicas com volume alto em festas.

A perda de audição causada pelo ruído excessivo é irreversível. Por isso, a dica é não exagerar. A intensidade do som recomendada para que o ouvido humano não sofra uma lesão é 60 decibéis. Com isso, o ideal é deixar o volume na metade da potência. Se as pessoas ao redor escutam o som que sai do fone de ouvido, o ideal é diminuir o volume do aparelho.

Médicos aconselham a não usar aparelhos de fones de ouvido por mais de três ou quatro horas por dia. Quando perceber alguma alteração no ouvido, a pessoa deve procurar um otorrinolaringologista. Ele solicitará o exame de audiometria (teste de audição) e com isso determinará o melhor tratamento a seguir. Não importa o tipo de música, seja rock, música clássica ou MPB, em alto volume, elas podem virar ruídos que prejudicam o sistema auditivo.

A música, apesar de ser um som harmônico e agradável, a depender do estilo musical de cada um, quando tocada suficientemente alta, pode acabar sendo uma ameaça para o ouvido. A perda auditiva provocada pelo hábito de ouvir música alta está ainda associada à freqüência, ou seja, ao tempo prolongado de exposição ao sons em alta intensidade, e também a uma pré-disposição genética que algumas pessoas apresentam.

Idosos, por exemplo, já têm tendência a ter uma perda auditiva por conta da velhice, portanto, o uso de MP3 em alto volume pode acelerar esse processo. Diabéticos, hipertensos e alguns antibióticos também podem gerar uma predisposição aumentada a perda auditiva. Não é preciso ser contra a utilização a utilização desses aparelhos, mas é preciso ensinar os jovens a tomar cuidado. A audição não serve só para comunicação, também é importante para apreender o que acontece fora do campo de visão.

Fique atento, toda diversão deve ser exercida com moderação, e o uso de MP3 também não foge a regra. Na dúvida procure seu otorrino e ele saberá o que fazer.

DANIEL CAVALCANTE PINHEIRO

CRM: 6864

Otorrinolaringologista

Residência Médica na FMRP da USP

Notícias

Por que as mulheres sofrem mais com problemas no sono?

A insônia é um problema que atinge uma parcela significativa da população mundial. Em todas as partes do planeta, pessoas com dificuldade para dormir sofrem problemas cotidianos como o lapso de atenção e a falta de desempenho em atividades necessárias como o estudo e o trabalho. Mas você sab

Perda do Olfato

Para quem desconhece, a anosmia é a perda total do olfato. A maioria das pessoas com anosmia consegue reconhecer as substâncias salgadas, doces, ácidas e amargas, mas não pode dizer a diferença entre sabores específicos. A capacidade de dizer a diferença entre os sabores realmente só depende

Câncer de laringe

A laringe é a parte da garganta que contém as cordas vocais e participa da fala, mas tem outras importantes funções como a respiração e a proteção dos pulmões da aspiração de alimentos na deglutição. Ela é dividida em subglote, glote e supraglote. É na glote que estão as cordas vocai
20 Anos Coorlece