Coorlece - Cooperativa de Otorrinolaringologia do Estado do Ceará

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Surdez

“Às vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido”.

Fernando Pessoa

A surdez tem como definição a perda ou diminuição considerável do sentido da audição. A palavra surdez deveria indicar perda total ou quase total da audição. Mas, na prática, designa tanto a abolição, como a diminuição da acuidade auditiva. Seria mais acertado usar o termo surdez para a perda total ou quase total do sentido auditivo. O que, porém, se nos apresenta na maior parte dos casos, é a queda auditiva de vários tipos e intensidades variáveis, o que, na realidade, é hipoacusia. Como, entretanto, se trata de distúrbios mais complexos, o verdadeiro é empregar-se a palavra disacusia. Seria este o título do texto, não fora o peso do uso arraigado de surdez. Sem a audição o ser humano se vê extremamente limitado em perceber os sons da vida e em adquirir espontaneamente a linguagem.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (2001) e Mathers, Smith, e Concha (2000) 250 milhões de pessoas em todo o mundo são portadores de perdas auditivas incapacitantes, representando 4.2% da população global. Deste contingente 66%, em torno de 166 milhões, nos países em desenvolvimento.

Quanto à origem, as perdas auditivas podem ser classificadas em condutivas (quando a causa do problema está localizada no canal auditivo externo ou na orelha média – tampão de cerume, otites médias, perfurações da membrana do tímpano) e sensorioneurais (problemas no nervo auditivo – sequela de caxumba, meningite, tumores) e mistas (ocorre comprometimento da condução do som e no nervo auditivo). Clinicamente a deficiência auditiva condutiva demonstra-se como uma sensação de abafamento, de ouvido tampado, e a perda neurossensorial, como uma dificuldade, nem tanto de ouvir, mas de compreender as palavras faladas.

À medida que a perda da audição progride, ou mesmo desde o seu início, podem ocorrer a presença de sintomas que acompanham a surdez. O zumbido, por exemplo, ruído intrínseco, muitas vezes se soma à deficiência auditiva, o que torna o padecimento auditivo ainda mais perturbador.

Como saber se um indivíduo é realmente surdo? Apresenta deficiência auditiva? Possui algum tipo de disacusia? Pelo exame da acuidade auditiva.

Portanto, caso um indivíduo de qualquer faixa etária apresente alguma suspeita de que não esteja ouvindo bem, deve procurar imediatamente seu otorrinolaringologista para proceder à investigação diagnóstica e instituir a correta orientação terapêutica.

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